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Para animar o sábado, a próxima semana e o milênio.

Sábado, 29.09.07

 

 

" PIB Ambientalmente Ajustado

Mário Ribeiro é um economista respeitado pelos seus pares e por todos que o conhecem, pessoal ou profissionalmente. Mesmo quem dele eventualmente discorda, respeita-o porque é intelectualmente bem preparado e honesto. Honestidade pessoal, profissional e intelectual. Enfim, é portador de um conjunto de atributos positivos, que merecem reconhecimento.
Depois que saiu da Presidência do Banco do Estado do Pará e voltou para a Universidade Federal do Pará ele dedica-se com afinco a colocar de pé uma boa idéia: medir o PIB ambientalmente ajustado do Estado do Pará, o chamado PIB Verde.
Para isso é preciso criar uma boa equipe, um bom arranjo institucional e - claro - financiamento, para que com regularidade e periodicidade esse PIB Verde seja medido.
Dito de uma forma simplificada, rombuda mesmo, o PIB verde é o PIB convencional menos os custos ambientais. É razoável supor que muitas das atividades tidas e havidas como economicamente viáveis atualmente - extrativismo mineral e florestal, por exemplo - com as metodologias de mensuração disponíveis, não seriam tão viáveis assim se fosse incorporada à contabilidade esses custos ambientais. Conhecidos esses custos ambientais, seria possível estabelecer relações institucionais entre os setores público e privado em outros termos que não esse toma-lá-dá-cá às vezes aparentemente esperto e outras vezes nem tanto.
É até possível que, vencidas objeções e limitações conceituais, mais adiante o próprio Sistema de Contas Nacionais (SCN) incorpore essas variáveis ambientais e o PIB Verde torne-se a regra, o que será um avanço e tanto. Se - e quando - isso acontecer, as discussões ficarão mais racionais.
Enquanto isso não acontece, vale a pena incentivar iniciativas como essa do Mário Ribeiro, uma ótima idéia que precisa de apoiadores e patrocínio regular.
Afinal, nem só de pesquisas de opinião vivem os governos."


Do Blog do Alencar, aí ao lado.

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Adelina Braglia às 18:30

Para o poeta Pagão.

Quarta-feira, 26.09.07

 

 

Há que haver gentileza, Poeta.

 

Lembrei de você, quando achei este site, que está escondido na palavra azulzinha ali acima. O site , fonte dele, vale a visita.

 

Abração.

 

 

 

 

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Salvemos o Remo!

Segunda-feira, 24.09.07

 

 

 

 

Uma história gira pela Internet e conta que  a rivalidade entre Jose Carreras e Plácido Domingo foi relevada num momento de extrema generosidade de Plácido, quando criou um instituto de pesquisas para salvar a vida de Carreras e justificou este gesto com a frase: ""Uma voz como aquela não podia perder-se".  Não sei se a história é verdadeira, mas serviu hoje de mote para esta nobre campanha que proponho aqui.
 
 
SALVEM O REMO! DEMITAM RAIMUNDO RIBEIRO!
 
 
Acalmem-se: o Remo não joga  tão bonito quanto cantam os tenores...rsrsrs....
 
 
Mas, hoje, ao assistir uma entrevista do presidente do Clube, imediatamente lembrei da história e lanço aqui minha campanha contra uma figura que, certamente, levará o Remo à morte.
 
 
Afinal,  o futebol paraense não teria muita graça para nós sem o Remo pra ser derrotado!
 
Axé, Payssandu!
 
 

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Adelina Braglia às 07:11

Para três ausentes (*)

Segunda-feira, 24.09.07

 

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.


Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu,

enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?


Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.


Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste.

 

 

(A um ausente - Carlos Drummond de Andrade)

(*) três ausentes que aparentemente nada tinham em comum: meu pai, José Almeida e Gabriel Pimenta.

 

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As palavras.

Sábado, 22.09.07

 

As palavras ferem.
Quem faz delas adágio para o sentimento
corre sérios riscos.
Assim como os que acham que o gesto
é só o complemento do que é dito.
 
Certas ou erradas,
as palavras têm força.
Agigantam-se, às vezes,
e te pegam desprevenida.
 
Não há poesia sem palavras
E os concretistas que me perdoem,
detesto decifra-las.
Não gosto de dar-lhes sentido
além do que elas são.
 
Gosto delas assim:
algumas deixando pernas e braços
escapar das suas formas redondas ou ovaladas.
 
As palavras não voam.
Elas ficam circundando o ar,
o tempo,
o lugar.
 
As palavras são simples.
Assim.
Como as descreve o poeta.
 
 
 
Os sábios ficam em silêncio quando os outros falam
Crianças gostam de fazer perguntas sobre tudo
As máquinas de fazer nada não estão quebradas
Nem todas as respostas cabem num adulto

As pedras são muito mais lentas do que os animais
As chuvas vêm da água que o sol evapora
As músicas dos índios fazem cair chuva
Os dedos dos pés evitam que se caia

Os rabos dos macacos servem como braços
Os rabos dos cachorros servem como risos
Palavras podem ser usadas de muitas maneiras
As vacas comem duas vezes a mesma comida
 
 (Maneiras – Arnaldo Antunes e David Calderoni)
 

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E, para animar o sábado...

Sábado, 22.09.07

 

Para quem acha que em São Paulo não se faz música...

 

 

 

Cuitelinho - Paulo Vanzolini (que não compôs apenas Ronda)

 

 

 

 

 

 

Seu olhar - Arnaldo Antunes e Paulo Tatit;

 

 

  

E para confirmar que Caetano acertou em cheio quando falou da nossa deselegância "nada" discreta... as moças deselegantemente vestidas cantam Adoniran Barbosa!

 

 

 

 

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Adelina Braglia às 09:40

A raivinha da Ministra.

Sábado, 22.09.07

 

Ontem pela manhã, os jornais na TV mostravam uma enfurecida ministra Dilma Roussef que bem ao estilo do seu antecessor, o Comissário Dirceu, esbravejava sobre o relatório do TCU, que apontou irregularidades em 77 das 231 obras em andamento sob a responsabilidade da União.
 
A ministra é, no geral, irritadiça e grosseira. Mas, ainda assim surpreendeu pela assustadora impertinência e arrogância, pressupondo talvez que seu ar aborrecido era suficiente para nos garantir que as irregularidades graves apontadas pelo TCU são irrelevantes  inconsistências ou intrigas da oposição!
 
Bravinha, a ministra esperneou pelo fato do Tribunal estar cumprindo sua atribuição. Nunca “nesse país” governantes exigiram impunidade para a improbidade com tanta desfaçatez.
 
Aqui com as minhas teclas creio que os comissários governam e agem como quem tomou o Palácio de Inverno na última eleição, e por isto, ao contrário da nudez de Nelson Rodrigues, acreditam e exigem que toda falcatrua e desrespeito deve ser perdoada no processo revolucionário que colocaram em marcha!
 
Louve-se FHC e seu nariz empinado que não tentou nos convencer que suas “diatribes” eram revolucionárias. E aos mais afoitos, aviso: não tenho saudades de FHC e seus meninos dourados.  Mas tenho saudades dos malandros que o Chico garantiu que não existem mais.

 

 

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Adelina Braglia às 06:39

Uma sutil inversão de valores....

Quinta-feira, 20.09.07

 

"Governo vai formar agentes ambientais entre a população indígena"

Caramba! A notícia me irritou!

 

Formar "agentes ambientais" em terras indígenas? Que tal o governo "ensinar patos a nadar em lagoas"?

 

 

Seria melhor o Governo  formar agentes entre a população não-indígena  para compreender e respeitar o meio-ambiente e chamar a população indígena para ser instrutora.

Nem que seja só para economizar a paciência de quem raciocina!

 

 

Fui.

 

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Adelina Braglia às 18:27

Vagabundeando...

Terça-feira, 18.09.07

 

Vagabundeando no horário de almoço, fui passear neste post do Blog do Val-Andre, e respondi as questões, e me diverti com elas.

 

Como não consigo apenas me divertir com as coisas, apesar do Pondera, quando voltei pra cá,  já trazia na cabeça um turbilhão!

 

Assisti o especial sobre Renato Russo, ao qual Val-Andre também faz referência e acho que já havia guardado desde sexta esta inquietação.

 

Meus filhos e os filhos dos meus irmãos e dos meus amigos nasceram todos depois de 1969. São da geração do Renato Russo, Cazuza, e não há geração mais dolorida do que esta, na minha compreensão. A que a antecedeu e a que veio posteriormente,  parecem-me não ter percebido que nasceram num vão da história. O que é, talvez, ainda mais sofrido.

 

 

 

 

Para eles, para mim, fui buscar Miss Tracy Chapman e a deixo  aqui, sangrando por nós.

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Pra inspirar ainda mais o Juca hoje...

Segunda-feira, 17.09.07

 

 

 

Lapidar minha procura toda trama
Lapidar o que o coração com toda inspiração
achou de nomear gritando...

...alma...


Recriar cada momento belo já vivido e mais,
atravessar fronteiras do amanhecer,
e ao entardecer olhar com calma e então

alma vai além de tudo que o nosso mundo ousa perceber
casa cheia de coragem,

vida tira a mancha que há no meu ser
te quero ver,

te quero ser


Alma

Viajar nessa procura toda

de me lapidar nesse momento agora
De me recriar, de me gratificar de custo

alma, eu sei


Casa aberta onde mora o mestre, o mago da luz,

onde se encontra o templo
Que inventa a cor animará o amor

onde se esquece a paz


Alma vai além de tudo

que o nosso mundo ousa perceber
Casa cheia de coragem,

vida

todo afeto que há no meu ser
Te quero ver,

te quero ser


Alma.

(Anima - Milton Nascimento)

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