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Que bom que " ...a gente não tem cura..."

Terça-feira, 28.08.07

Leia o link.

Cante com o Chico.

Eu amanheci melhor.

 

 

 

http://www.politicaparapoliticos.com.br/interna.php?id_subsecao=7

 

 

 

Mesmo com toda fama
Com toda brahma
Com toda cama
Com toda lama
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa chama

 


Mesmo com todo emblema
Todo problema
Todo sistema
Toda Ipanema
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa gema

 


Mesmo com nada feito
Com a sala escura
Com um nó no peito
Com a cara dura
Não tem mais jeito
A gente não tem cura
Mesmo com toda via
Com todo dia
Com todo ia
Quando não ia
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando
A gente vai levando essa guia

 


 

(Vai levando - Chico Buarque)

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Saudades do Ruy Barata.

Terça-feira, 28.08.07

 

Tudo que eu amei estava aqui
Do chão batido à cuia de açai
Por isso não cantei Copacabana
Ainda que ela fosse tão bacana
No brilho dos postais que eu recebi.
 
Tudo que eu amei estava aqui
Da mão de milho ao pé de miriti
E assim não falei da Torre Eiffel
Dos perfumes de Chanel
Nem no céu azul no Tenesse
 
Desculpe meu irmão meu canto agreste
Nutrido do jambu que não quisestes
Manchado do tijuco e de capim
Perdoa, por favor, meu pobre verso
Um tosco tronco submerso
No rio sem nome que se vai de mim
 
(Tronco Submerso - Ruy Barata)

 

 

Obrigada, Dulce.

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Saudades do Tim.

Sábado, 25.08.07

 

Hoje senti saudade do Tim Maia. Saudade da sua figura rotunda, escrachada e da sua voz poderosa.Algumas figuras públicas fazem falta sempre e, em especial, em alguns momentos. E não foi muito difícil identificar essa súbita saudade do Tim. Ela traz a saudade da esperança, da alegria e da ingenuidade “revolucionária”.
 
Quando cheguei a Marabá, em 1977, duas músicas tocavam nas “bocas de ferro” das esquinas: Tim Maia e seu “..não sei porque você se foi...” e Paulo Diniz com seu “...um chopp pra distrair...” Quando eu saia pela manhã para o trabalho, Tim Maia cantava a plenos pulmões.
 
Era o final dos “anos de terror”.  A anistia chegaria no ano seguinte. Brizola voltaria ao Brasil logo em seguida. E, neste final agonizante da ditadura - que no sul do Pará sobreviveria muito bem até o final de 1982 - havia a certeza da vitória! A vitória que levaria o povo ao poder e o pais à categoria de nação! E a minha trincheira para mudar o mundo era lá!
 
Meus dias  eram  bons. Ver o rio Tocantins "ao vivo", pois  que eu o conhecia como um longo traço azul dos mapas das aulas de geografia, era uma emoção sempre renovada. Aprender a compreender o ritmo e os valores de pessoas que me ensinavam outra forma de viver. Diferenciar o sabor dos peixes de água doce dos filés de cação congelados que até então eu comia. Conhecer e saborear as frutas de nomes estranhos e muito sonoros, seus cheiros e sabores. Descobrir que as tabuletas de madeira nas casas onde estava escrito "Vende-se chopp", na verdade não vendiam chopp e sim suco congelado em saquinho plástico!
 
Aprender com muita dificuldade, mas com grande disposição, a refazer meus conceitos de vida, de alegria. E os meninos pulando do cais e aquelas risadas e desafios que faziam entre si, eram a coisa mais livre e bonita que até então eu não conhecia. E eu acabava achando que meus conceitos de pobreza precisavam ser revistos!
 
Passados 30 anos, sei que ocorreram mudanças importantes no campo dos direitos individuais, embora se confunda hoje consumo com cidadania. Quanto aos direitos coletivos, vamos caminhar mais três séculos. A desigualdade profunda ainda faz com que nascer seja o passaporte para uma vida de terceira classe. E o pulo do cais perdeu aquela sonora alegria.
 
Os meninos continuam com certeza tirando “tiúba” no cais do Tocantins. E eu vou continuar com saudade do Tim: sua voz continua límpida, trovejante. Sua voz não morreu. A tecnologia preservou-a. Eu não consegui tecnologia para preservar minha ingenuidade.
 
 

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Êpa!!!!

Quarta-feira, 22.08.07

 

“Governo do Rio pede perdão a jovem tratado como traficante
 
Garoto foi baleado e preso pela polícia durante operações no Complexo do Alemão
 
 
SÃO PAULO - O governo do Rio pediu desculpas publicamente nesta quarta-feira, 22, a um jovem confundido com um traficante durante as operações policiais realizadas recentemente no conjunto de favelas no Alemão, no subúrbio da cidade. Ele foi atingido durante troca de tiros no conjunto de favelas e foi preso quando recebia os primeiros socorros.  
A vítima chegou a ficar dez dias detida no Instituto Padre Severino, na Ilha do Governador, também no subúrbio, para onde são encaminhados menores infratores. 
O jovem, que prefere não ser identificado, tem 17 anos e foi atingido no braço por uma bala perdida. Na ocasião, ele estava brincando com a irmã de 6 anos.  
Ao ser socorrido, ele acabou sendo preso sob a acusação de associação com o tráfico de drogas. Depois de ficar detido no Instituto Padre Severino, foi absolvido pela Justiça por falta de provas.” (http://www.estadao.com.br/cidades/not_cid39186,0.htm)
 
“Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação
 
Mesa do Senado decide na quinta se abre novo processo para investigar uso de 'laranjas' na compra de rádios
 
 
SÃO PAULO - A situação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), se complica ainda mais. Já são três frentes de investigação abertas contra o senador em resposta a série de acusações que pesam sobre ele. A última, que envolve uso de "laranjas" na compra de emissoras em Alagoas, preocupa o Planalto e faz aumentar o coro dos que pregam sua renúncia da presidência. Renan já afirmou em diversas ocasiões que "nada teme" e não deixa o cargo.” (http://www.estadao.com.br/nacional/not_nac34386,0.htm)
 
 
O Senador Renan Calheiros não foi confundido pela polícia com nenhum meliante, mentiroso e cínico contumaz. Está em liberdade, sem nenhum ferimento e livre, por enquanto, de passar dez dias incomunicável na cadeia. E continua a exercer o cargo de segundo mandatário do Brasil.
 
Penso que alguns brasileiros devem  pedir desculpas a outros brasileiros pelo terrível engano.
 
 
 

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Adelina Braglia às 18:34

Eita!!!!

Quarta-feira, 22.08.07

 

 

(Charge do Frank)

 

 

 

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Adelina Braglia às 15:19

Vamos à reinvenção!

Segunda-feira, 20.08.07

 

Hoje estou trabalhando em casa, decidida a estar num ambiente mais tranqüilo, para levar a termo uma pesquisa sobre desigualdades. No Brasil, parece piada, pois a desigualdade não é uma pesquisa. É um imenso cobertor que sufoca esta que um dia seria uma terra maravilhosa, segundo o Tio Caminha. ! Mas, estou levando a sério. E acontece que os dados são tão claros que – pronto! – eu começo a perder o foco do meu trabalho e a me irritar com as estúpidas e falaciosas soluções propostas para as “desigualdades”.
 
E acabei de aderir à proposta da reinvenção da política, que é do Chico de Oliveira:
 
“A política hoje é um espaço de irrelevância que os movimentos sociais não alcançam. Os partidos políticos foram engolfados por essa irrelevância da política e a cidadania não pode atuar. A política é a invenção grega mais eminente porque é através dela, e não pela economia, que você corrige as distorções sistêmicas. Quando a política fica anulada, os cidadãos perdem a importância. Então, é preciso reinventar a política. Essa reinvenção tem que partir dos próprios cidadãos, de suas organizações, para poder fazer com que a política seja de novo o elemento da transformação, pois agora ela não é.”
 
Mas, quando li esse texto não concordei. E hoje, mudo de idéia. Não há mais nada a fazer neste Brasil, a não ser reinventar a política. Qualquer ação fora desta, é paliativa. Sempre me arrepiou ouvir falar em reinvenção de alguma coisa. Mas, como não é possível “revitalizar” o que está apodrecido, ou “implementar” o que já está pessimamente implementado, Mestre Aurélio é objetivo: reinventar é “inventar de novo.”
 
Não é inventar a partir do nada. É inventar “de novo” a partir de parâmetros já conhecidos, dos erros cometidos, dos descaminhos trilhados, dos péssimos resultados obtidos. Nova estratégia e outras metas. E eu pensei que era isto que Lula faria no poder.
 
Azar meu. Mas, sosseguem. Não estou “cansada”. Estou p. da vida.
 

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Mulheres...

Sexta-feira, 17.08.07

 

As "cansadas".....

 

 

(Foto:uol.com.br)

 

 

 

...e a que não se cansa....

 

 

Sueli Carneiro

 

 

" Eu creio que, historicamente, tem havido uma dificuldade, mesmo em setores progressistas da sociedade, de reconhecer a função estruturante que o racismo tem nos padrões de violação de direitos humanos no Brasil. Se nós admitirmos que as violações dos direitos humanos estão muito localizadas, e a grande magnitude que elas assumem sobre populações historicamente excluídas, vulnerabilizadas, discriminadas e consideradas seres humanos “não suficientemente humanos”, teríamos que ter essa temática [do racismo] como central nos desafios para a realização plena dos direitos humanos no Brasil. Mas não é isso que ocorre.

Em geral, é uma temática que, historicamente, foi tratada de forma marginal ou sequer foi reconhecida. É um padrão de compreensão da sociedade brasileira que vem se alterando, mas não o suficiente para lidar com a centralidade que ela tem. E isso me parece ainda fundamental, sobretudo num momento em que temos uma reação violenta de setores conservadores, que estão tentando fazer retroceder a legitimidade que essa temática vem conquistando na sociedade. Por isso, é um momento de muita preocupação. Não necessariamente pela avalanche conservadora, porque ela repete outras reações, em outros momentos de outras conjunturas. O que assusta mais é a inação, o imobilismo da parte progressista da nossa sociedade, dos movimentos sociais e de organizações não-governamentais, para fazer frente a essa reação. É uma reação que conjuga importantes atores, mídia, intelectuais, parcelas importantes das elites econômicas – todas operando em uníssono para desautorizar as reivindicações de um movimento histórico, como é o movimento negro. Isto é, querem desconsiderar reivindicações que são baseadas em observações empíricas, estudos e pesquisas que mostram uma desigualdade racial brutal no Brasil; e que, conjugada a ela, existem padrões de violência sobre a população negra que beiram a práticas genocídas. Isso é uma coisa fundamental a ser observada. É muito gratificante que o Inesc assuma a responsabilidade de pautar os temas gerais estratégicos para responder positivamente a uma agenda de reconhecimento dos direitos humanos. E que, no interior dessa preocupação, o Inesc paute com essa importância esse tema das desigualdades raciais, do racismo, da discriminação, e da violência que a violação dos direitos humanos produz."

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Recado para Beatriz.

Quarta-feira, 15.08.07

 

 

 

Cresça querida. Não tenha medo. E enquanto cresce, continue olhando as borboletas e percebendo todas as cores, cheiros e sons. E, principalmente, enxergando as pessoas com a comiseração necessária para fortalecer sua solidariedade e seu afeto por elas.
 
Cresça querida, e continue abraçando sem medo, ainda que muitos lhe digam que não se deve confiar nas pessoas. Olhe-as sempre nos olhos, aperte suas mãos. A chance de fazer um novo amigo é maior do que a de tropeçar num inimigo. Eu acredito nisto e quero que você possa crescer confiando nesta intuição de avó.
 
Cresça querida e calce suas botas no verão, vista seu vestido de festa para ir ao Museu,e dance, dance muito. Rodopie com seus patins. Coma pipocas. E receba todas as noites o beijo que lhe dou e que viaja no ar até pousar na sua testa.
 
Cresça querida, ainda que eu não tenha certeza de viver o suficiente como prometi.
Se eu morrer logo, você vai compreender minha doce mentira, tenho certeza.
 
Se há qualquer coisa parecida com vida depois da morte, seu beijo será eterno.
Se não houver, não fará grande diferença: guarde na memória esse estoque que acumulamos.
 

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A barbárie e a morte de Eduardo Lauande, por Lúcio Flávio Pinto.

Sábado, 11.08.07

 

 

" A voz que não morre

Eduardo Lauande abriu sua tenda no mundo. Tinha o largo espírito avarandado de suas origens, circulando como um beduíno por todos os lugares, em cada um deles deixando sua marca de alegria, desprendimento e generosidade. Sua morte, aos 41 anos, no final do mês passado, foi um ultraje à sua vida. Foi assassinado com dois tiros por um dos dois assaltantes que investiram contra sua esposa, a quem tentara defender. Disparos feitos deliberadamente para matar. Bastaria ao bandido um golpe de mão para se livrar do inesperado atacante e fugir, ainda levando o butim da ofensiva. Mas como a vida vale pouco, ou nada, achou de punir o cidadão com a pena máxima, ao alcance do seu capricho, do poder absoluto que essas pessoas violentas se conferem numa sociedade que não se dá conta do valor singular da vida humana – e não a defende com os meios possíveis, desejáveis, necessários.
Lauande foi morto em frente à casa onde morava, da mãe. Recém-saído de um cargo importante na Secretaria de Planejamento do Estado, se locomovia em ônibus e táxis, por não dispor de condução própria. Sua residência era num bairro popular, o Marex, que confina com uma área de invasão, cenário para um ambiente de tensão permanente, que freqüentemente resulta em violência, sangue e morte.
Lauande abstraía essas condições para manter seu modo de viver, sempre aberto às festividades, do corpo e do espírito. Merecia uma morte digna: depois de viver bastante, intensamente, como sempre fez, e ao lado dos muitos e firmes amigos. O encontro final foi precoce e triste, mas todos estavam lá. Chocados, indignados, revoltados, mas ao lado do cidadão que congregou tanta e tão dispare gente com sua tenda de amizade, ampla e incondicional.
Essa morte foi um atestado da barbárie que impera na cidade e não um retrato de Lauande. O retrato que temos dele – e que ficará conosco para sempre – é exatamente o oposto: a consagração do valor único da vida. Uma lição que cumpre agradecer e exaltar. Foi o recado silencioso e definitivo do ruidoso Eduardo André Risuenho Lauande."
Lucio Flávio Pinto, Jornal Pessoal, agosto de 2007.

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9 de agosto: 10 anos sem Betinho.

Quinta-feira, 09.08.07

 

 

"Para nascer um novo Brasil, humano, solidário, democrático, é fundamental que uma nova cultura se estabeleça, que uma nova economia se implante e que um novo poder expresse a sociedade democrática e a democracia no Estado" 

(Betinho - www.inesc.org.br)

 

 

 

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Adelina Braglia às 13:24


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