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O reverso do verso.

Quinta-feira, 13.07.06

Parcela do Povo Kayapó, que vive no aldeamento Gorotire, no município de Cumarú do Norte, estado do Pará, sofre os efeitos danosos e irreversíveis da omissão da Fundação Nacional do Índio - FUNAI, especialmente a da Administração Regional de Redenção,  e da Fundação Nacional de Saúde - FUNASA, cuja única atribuição é cuidar da saúde indígena.


À expropriação das riquezas, da cultura e da alma kayapó aliaram-se a fome, a desnutrição e a doença,  com a prevalência da tuberculose, doença de controle obrigatório pelo Ministério da Saúde, ao qual está vinculada a FUNASA.


Algumas "lideranças" indígenas, que foram cooptadas e corrompidas pela sociedade envolvente, por pessoas e instituições, foram vítimas de um longo processo de rapinagem e de desrespeito, e acabam coonestando este processo.


O guerreiro povo Kayapó resiste ainda em outros aldeamentos da imensa Terra Indígena, que abrange cerca de 3,5 milhões de hectares e  parcelas de diversos municípios do sul e sudeste paraenses. Mas a aldeia Gorotire precisa de socorro, para não sucumbir à nossa indiferença e à omissão das instituições que por eles deveriam respoder.


Se você me leu, proteste junto a FUNAI e a FUNASA, pela absoluta falta de respeito, de dignidade e de decoro com que tratam os kayapó do aldeamento Gorotire, Cumarú do Norte, Pará, Brasil.

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Adelina Braglia às 17:54

Verso e reverso.

Quinta-feira, 13.07.06

versoreverso.jpg

Kayapós da aldeia Gorotire - Cumaru do Norte - Pará

O que me espanta, avó,

não é o seu olhar cansado,

nem as rugas que despontam na sua face.

O que me assusta, avó,

é que a pintura do meu corpo,

a proteção dos espíritos e dos ancestrais,

não me protege mais da aridez e da tristeza

da ausência da nossa alma nômade,

agora aprisionada entre casas e roças e mandiocais.

O que me faz chorar, avó,

é que amanhã quando você não mais

me carregar no colo,

quando você não estiver aqui,

eu estarei irremediavelmente perdido

entre o passado que não há porque retornar,

o presente que não me permitem construir

e o futuro que nos derrotará.


 


 

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Adelina Braglia às 17:25

Assim é, se me parece...

Quinta-feira, 13.07.06

tucaninho.jpg

Parece real, parece brinquedo.

Parece tranquilo, parece assustado.

Parece indeciso se levanta vôo

ou se fica onde está.

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Adelina Braglia às 00:28


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