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Flores do bem, monsieur Baudelaire! Flores do bem.....

Sábado, 24.12.05
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Sábado, 24.12.05
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Adelina Braglia às 14:43

...

Sábado, 24.12.05

brancas.jpg.jpg


Fotos: Rosa Almeida

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Adelina Braglia às 14:42

Pra abrir 2006!

Sexta-feira, 23.12.05

Desejo a você...

Fruto do mato

Cheiro de jardim

Namoro no portão

Domingo sem chuva

Segunda sem mau humor

Sábado com seu amor

Filme do Carlitos

Chope com amigos

Crônica de Rubem Braga

Viver sem inimigos

Filme antigo na TV

Ter uma pessoa especial

E que ela goste de você

Música de Tom com letra de Chico

Frango caipira em pensão do interior

Ouvir uma palavra amável

Ter uma surpresa agradável

Ver a Banda passar

Noite de lua Cheia

Rever uma velha amizade

Ter fé em Deus

Não ter que ouvir a palavra não

Nem nunca, nem jamais e adeus.

Rir como criança

Ouvir canto de passarinho

Sarar de resfriado

Escrever um poema de Amor

Que nunca será rasgado

Formar um par ideal

Tomar banho de cachoeira

Pegar um bronzeado legal

Aprender uma nova canção

Esperar alguém na estação

Queijo com goiabada

Pôr-do-Sol na roça

Uma festa

Um violão

Uma seresta

Recordar um amor antigo

Ter um ombro sempre amigo

Bater palmas de alegria

Uma tarde amena

Calçar um velho chinelo

Sentar numa velha poltrona

Tocar violão para alguém

Ouvir a chuva no telhado

Vinho branco

Bolero de Ravel...

E muito carinho meu.


(Carlos Drummond de Andrade)

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Pra fechar o ano.

Quarta-feira, 21.12.05

Antes que venham ventos e te levem
do peito o amor, este tão belo amor
que deu grandeza e graça à tua vida,
faze dele, agora, enquanto é tempo,
uma cidade eterna e nela habita.


Uma cidade, sim. Edificada
nas nuvens, não no chão por onde vais,
e alicerçada, fundo, nos teus dias,

de jeito assim que dentro dela caiba
o mundo inteiro: as árvores, as crianças,
o mar e o sol, a noite e os passarinhos,

e sobretudo caibas tu, inteiro:
o que te suja, o que te transfigura,
teus pecados mortais, tuas bravuras,

tudo afinal o que te faz viver
e mais o tudo que, vivendo, fazes.

Ventos do mundo sopram; quando sopram,
ai, vão varrendo, vão, vão carregando
e desfazendo tudo o que de humano
existe erguido e porventura grande,
mas frágil, mas finito como as dores,
porque ainda não ficando qual bandeira
feita de sangue, sonho, barro e cântico
no próprio coração da eternidade
 
Pois de cântico e barro, sonho e sangue,
faze de teu amor uma cidade,
agora, enquanto é tempo.

Uma cidade
onde possas cantar quando o teu peito
parecer, a ti mesmo, ermo de cânticos;
onde possas brincar sempre que as praças

que percorrias, dono de inocências,
já se mostrarem murchas, de gangorras
recobertas de musgo, ou quando as relvas
da vida, outrora suaves a teus pés,
brandas e verdes já não se vergarem
à brisa das manhãs.

Uma cidade
onde possas achar, rútila e doce,
a aurora que na treva dissipaste;
onde possas andar como uma criança
indiferente a rumos: os caminhos,
gêmeos todos ali, te levarão
a uma aventura só macia, mansa
e hás de ser sempre um homem caminhando
ao encontro da amada, a já bem-vinda
mas, porque amada, segue a cada instante
chegando como noiva para as bodas.
Dono do amor, és servo. Pois é dele
que o teu destino flui, doce de mando
A menos que este amor, conquanto grande,
seja incompleto. Falte-lhe talvez
um espaço, em teu chão, para cravar
os fundos alicerces da cidade.

Ai de um amor assim, vergado ao vínculo
de tão amargo fado: o de albatroz
nascido para inaugurar caminhos
no campo azul do céu e que, entretanto,
no momento de alçar-se para a viagem,
descobre, com terror, que não tem asas.

Ai de um pássaro assim, tão malfadado
a dissipar no campo exíguo e escuro
onde residem répteis: o que trouxe
no bico e na alma para dar ao céu.

É tempo.
Faze tua cidade eterna, e nela habita:
antes que venham ventos, e te levem
do peito o amor este tão belo amor
que dá grandeza e graça à tua vida.


(Sugestão - Thiago de Mello)

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Abú.

Quarta-feira, 21.12.05

12-07-05_2048.jpg


Abú.

Um olho no queijo, outro no rato.

Minha interpretação, não o fato.

Mas, ainda assim,

Abú é um lindo gato!

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Sotavento.

Terça-feira, 20.12.05

A vida, real,


só tem  sentido


se for sonho vivido.


 


A vida, sonhada,


confusa, doída,


perde o sentido quando é só vida.


 


Acertar o prumo


da parede erguida entre o desejo e o ato


é o grande fato da vida banal.


 


Arrombar paredes


entre o fato e o sonho


é a dor e o prazer da vida real.

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Música. Sem som.

Segunda-feira, 19.12.05

Súbito me encantou a moça em contraluz

Arrisquei perguntar: quem és?

Mas fraquejou a voz

Sem jeito eu lhe pegava as mãos

como quem desatasse um nó

Soprei seu rosto sem pensar ,

e o rosto se desfez em pó

Por encanto voltou cantando a meia voz

Súbito perguntei: quem és?

Mas oscilou a luz, fugia devagar de mim

E quando a segurei, gemeu

O seu vestido se partiu

E o rosto já não era o seu

Há de haver algum lugar um confuso casarão

onde os sonhos serão reais e a vida não

Por ali reinaria meu bem

com seus risos, seus ais, sua tez

E uma cama onde à noite sonhasse comigo

Talvez um lugar deve existir

Uma espécie de bazar onde os sonhos extraviados

Vão parar entre escadas que fogem dos pés

E relógios que rodam pra trás

Se eu pudesse encontrar meu amor

Não voltava


Jamais


A moça do sonho - Edú Lobo e Chico Buarque - 2001

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Ananas.

Domingo, 18.12.05

Je t'aime encore

means I love you still,

c'est pour toujours

means I always will.

Tu me manquais trop

means I missed you much,

je fait ce qu'il faut

means I'll do what I must.

Me voici a ta fenetre

tous les gens me voient ici.

Here I am at your window darling

for all your people to see me.


Ananas laisse moi une fois


laisse moi te voir,


let me one more time, Ananas.


Ananas, I'm loping along, hoping you're home,


open up and let me on in.


Maybe I rise and maybe I fall,

maybe you lie underneath it all,

I ain't got nothing but for what you see,

even my own heart don't belong to me.

Got your river running in my blood,

got your fire burning in my heart.

You got me falling like a shooting star,

just like some tragic work of art.


Ananas laisse moi une fois


laisse moi te voir,


let me one more time, Ananas.


Ananas, I'm loping along, hoping you're home,


 open up and let me on in.


Here I am at your window baby,

for all your people to see.

Howling like a dog in the moonlight,

won't you have pity on me?

(Ananas - James Taylor)

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Adelina Braglia às 19:34

E viva o Natal!!!!

Domingo, 18.12.05

 Dorme um Deus-Menino entre etiquetas

e lá fora explodem rolhas de champanha.

No gráfico de vendas se encapela

em ondas a maré de mercancia.

Camuflado, barbas brancas,

Papai Noel executa promissórias de crediário.

A piedade vira embrulhos neste Natal sem manjedouras.

Lá no fundo de seu quarto,

fumando o último cigarro,

Deus contempla os homens

com infinita melancolia.

- Que fuzarca foram fazer logo no meu aniversário!

Poema de Natal - Luiz Coronel.

Obrigada, Nereide!

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