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Pará, Brasil.

Quarta-feira, 30.11.05

meritipabrasil.jpg.jpg


 

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Pigro.

Terça-feira, 29.11.05
Resto, resto a letto,
mentre sento gia l'odore del caffe
ho tante cose da fare
ma non mi importa niente
pigro
come un gatto e di più
cerco un'idea per dipingere
la mia coscienza sociale
o il buco dell'ozono
quello che la gente dice
adesso non mi piace
quello che il mondo produce
no non è mai pace...

Ho bisogno di te
ho un maledetto bisogno di te
per riempire il mio cuore
per mettermi in discussione si
ogni volta che ho bisogno di te
ho un maledetto bisogno di te
per sentirmi sveglio
per dire che forse è meglio
avere tante abitudini
che diventare pigro
pigro

Presto è già tardi
e ti guardo mentre bevi il mio caffè
il tempo non ti perdona
non ti perdona niente

Ma ho bisogno di te
ho un maledetto bisogno di te,
per riempire il mio cuore
per mettermi in discussione si
ogni volta che ho bisogno dite
ho un maledetto bisogno di te
per sentirmi sveglio
per dire che forse è meglio
avere tante abitudini,
che diventare pigro

Quello che la gente dice
adesso non mi piace
quello che il mondo produce
non è mai pace.
non è mai pace

PS: ainda aprendo a colocar som nesse blog!

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Vamos dancar.

Terça-feira, 29.11.05
Convide-me pra dançar,
e eu dançaria,
começando a seguir você, ainda tensa
pelo encantamento.
Depois, dançaria mais leve,
acostumando-me ao seu ritmo e
deslizaria acompanhando seu passo.

Se você me convidasse pra dançar,
eu ia querer rodopiar
como nos filmes de Gene Kelly,
mesmo desajeitadamente,
e como há chuva por aqui agora,
o cenário seria quase perfeito.

Se você me convidasse pra dançar
eu esqueceria o cansaço de hoje,
a saudade de ontem,
e o despertar solitário de amanhã.
Se você me convidasse pra dançar,
eu dançaria.

(Música de fundo: Pigro, Pino Daniele)

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Quão contemporâneo!

Terça-feira, 29.11.05

(...) A maravilhosa beleza das corrupções políticas,

deliciosos escândalos financeiros e diplomáticos,

agressões´políticas nas ruas,

e de vez em quando o cometa de um regicídio

que ilumina de prodígio e de fanfarra

os céus usuais e lúcidos da civilização quotidiana!

Notícias desmentidas dos jornais,

artigos políticos insinceramente sinceros,

notícias passez à la-caisse, grandes crimes

- duas colunas deles passando para a segunda página! (...)

Ode triunfal - Álvaro de Campos

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Adelina Braglia às 07:57

Entre-ato.

Segunda-feira, 28.11.05

Lua sem estrelas.jpg


Há dias em que as manhãs deveriam prolongar-se.

Não almoçaríamos, nem diríamos “boa tarde”.

O entardecer seria cancelado.

Passaríamos do amanhecer à noite total,

sem estrêlas,

só o luar, pra nos lembrar que já era noite.

Um lapso saudável de tempo e de convenções.

O sono também não viria, porque

o dia entrecortado não nos traria cansaço.

Passaríamos do amanhecer à noite densa.

Sem estrêlas, sem cansaço.

À noite em claro não daríamos o nome de insônia.

Nós a chamaríamos de entre-ato.

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Adelina Braglia às 07:27

Cartas na mesa.

Segunda-feira, 28.11.05

Uma música que Tetê Spíndola cantou, e com ela venceu um festival – a preguiça me impede de precisar essa informação – dizia: “Caso do acaso bem marcado em cartas de tarô...”

Não sei porque acordei com essa música como “tema de fundo”. Não ouvia a música há muito tempo e não havia como compreende-la , tocando aqui no meu subcomsciente. Lembrei outro verso: “ meu amor, nosso amor estava escrito nas estrêlas, estava sim...”

Ao invés de me apegar a esse verso, preferi pensar no primeiro, no que amanheceu comigo. Cartas de tarô, búzios, cartomantes, mandingas, bençãos, terreiros, templos, igrejas e reconheço que invejo todas as pessoas que têm fé. A racionalidade não responde a todas as angústias. E me irrita escrever esse lugar comum.

Desisto de entender o recado do inconsciente e dou uma "passada" rápida pelo noticiário do dia. Caramba! fazer isso mostra que estou mesmo precisando de fé, seja ela qual for e, quem sabe, meu sábio inconsciente mandou esse recado ao me lembrar das cartas de tarô.

O PT acusa o PSDB de ter iniciado a corrupção e a apropriação das facilidades no poder em benefício próprio, para as suas campanhas. A notinha diz que as antecipações do VISA eram utilizados já em 2001. Então tá. É assim que percorreremos o corredor polonês de um país tripartido entre os cínicos, os perplexos e os desinformados.

Que o PT não inventou a corrupção, qualquer brasileiro medianamente decente sabe.

 Que a mídia é “volátil” – apoia quando convém e destrói quando lhe interessa – também sabemos, nós, os medianamente decentes.

Que o Congresso nacional é composto por picaretas – Luiz Inácio disse isso quando era parlamentar, há cerca de 7 ou 8 anos, e rendeu uma música de sucesso cantada pelo Paralamas – e que “pour cause” não há como convencer a maioria com argumentos éticos e princípios de justiça, também sabíamos.

Que a cooptação seria necessária, também. Afinal, os que hoje posam de heróis da pátria – Toninho Neto, Arthur Virgílio e outros mais ou menos medíocres – são useiros e vezeiros, até pela carga genética, em locupletar-se no cargo público.

Que o PT brincou na campanha eleitoral assumindo compromissos incompríveis – taí, gostei dessa minha invenção! – era compreensível, pelo entusiasmo, pelo jogo eleitoral, sempre relativamente desonesto. Mas, agora que as cartas – aí estão elas de novo! – estão no jogo, o empurra-empurra como argumento, desnuda o partido, desqualifica o governo e empobrece o país.

Pronto! Taí, nesse devaneio, o recado do meu subconsciente: nem cartas no jogo político, nem cartas de tarô pra nos animar. Só não posso crer que essa nossa tragicomédia estivesse escrita nas estrêlas. Talvez seja esse o meu problema: falta-me fé!

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Adelina Braglia às 07:04

Beatriz.

Domingo, 27.11.05

bitblog.bmp


Assim, com esse jeito prussiano de falar. Com esse olhar doce e maduro, embora verde furta-cor.

Compartilho seu carinho com um batalhão de filhos. Mas, que me perdoem Vera Helena, Drica, Bisa,  Pic, Marcelo e Junior  - hoje mais dono dela do que qualquer um de nós, porque a tem numa dimensão além do ciúme e da disputa - mas há uma Bit que é só minha. Amiga, irmã, companheira de jornada, de risos, de ironias e de algumas tristezas tão bem compartilhadas.

Sinto sua falta principalmente quando naufrago. Não vacilo em telefonar depois de meses sem dar-lhe notícias, e lá está ela. Generosa. Reafirmando que nosso amor é sólido.

Amiga é isso.Beatriz.

Um beijo.

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Adelina Braglia às 18:17

Música, maestro!

Domingo, 27.11.05

Hoje estou mal com tudo.

A única coisa que não me irrita é a música.

Ouço muitas, desde o amanhecer.

Sempre pensei que a história do Brasil poderia escrever-se com a música.

Houve um tempo em que a bossa nova representou o ideal de um Brasil rico, feliz. Juscelino Kubstschek e a industrialização! Assim, havia espaços pra intimismos, podia-se pensar no barquinho, na flor, na garota de Ipanema.

A seguir vieram os anos da má transformação. Janio Quadros e sua loucura. Sua estupidez.

João Goulart e seu sonho revolucionário, típico do pequeno burguês nacionalista. Cheio de amor pelo país. As avaliações erradas do PCB, o racha na esquerda (o primeiro de milionésimos que se seguiram). Os militares e Geraldo Vandré, ”...caminhando e cantando e seguindo a canção."

Chico veio logo, primeiro a Banda, onde se via a vida passar na janela. Depois, canções memoráveis que indicavam que o sanatório geral era aqui.

Caetano e Gil são panfletários. Oportunistas. Aproveitaram ondas, e revelaram-se logo a seguir  animadores de picadeiros. São bons poetas. Mas, não os prezo e não os incluo na minha história brasileira musicada.

As canções de Paulo César Pinheiro e Eduardo Gudin refletiam também o susto dos jovens de classe média, e marcaram momentos bons. Mordaça. A ponte.

Chico sim, esse continua, sempre atento, acompanhando nossa geração de sonhos e pesadêlos. Apesar dos generais, tínhamos um país que acordava. Nossa cabeça rolando e nós de camisa amarela, ainda esperávamos a luz do sol da democracia, mesmo frágil e tênue, como ainda é.

Novas gerações cresceram desesperançadas. Um país infeliz, escuro e calado marcou suas infãncias. A  aids, o desconsolo, a falta de perspectivas, sua adolescência e juventude. Gritaram nas nossas caras a sua perplexidade e a sua dor. Cazuza, Renato Russo. Coincidentemente mortos, jovens, pela aids.

Vieram os axés, as Kelly Keys da vida, bundas e peitos. Silicone e requebrados.

Hoje há músicos, poetas,  de uma geração que se resgata. Lenine,  Arnaldo Antunes, Zeca Baleiro, Adriana Calcanhoto.

É dela a única música que me serve hoje, intimamente, sem país, sem história e sem memória. Vambora.

 


“Entre por essa porta agora,


e diga que me adora,


você tem meia hora


pra mudar a minha vida...”


 

PS: sei, esqueci um "monte" de bons poetas e músicos. Tudo bem. Ninguém é perfeito!

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Adelina Braglia às 13:03

Ilustremo-nos!

Domingo, 27.11.05

“ O rendimento máximo recebido pelos 10% de ocupados mais pobres (R$ 201) permaneceu relativamente estável em setembro (-0,2%), tal como observado nos três meses anteriores. O rendimento mínimo dos 10% de ocupados mais ricos manteve-se inalterado em R$ 2.215. Em relação a setembro do ano anterior, houve declínio de 4,6% do valor máximo recebido pelos 10% de ocupados mais pobres e aumento de 4,2% do valor mínimo recebido pelos 10% mais ricos.” http://www.seade.gov.br/pedv98/out05/out2005.pdf “

" O mais recente Atlas Racial Brasileiro, elaborado pelo PNUD (Programa das Nações Unidades para o Desenvolvimento) e pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), revelou que 65% dos pobres e 70% dos que viviam na indigência em 2004 eram negros. Segundo dados do Ministério da Educação, a taxa de analfabetismo entre os negros é de 17,2%, enquanto entre os brancos é de 7,5%.” http://www.pt.org.br/site/noticias/noticias_int.asp?cod=40150

Violência de Raça e Gênero - Raquel Souzas "Mas o que é o racismo? Uma gramática social complexa auxilia a compreender o que venha a ser o racismo. Uma trama social extremamente lapidada socialmente faz com que acreditemos que não existe racismo em nosso contexto. Vivemos sob a égide do mito da democracia racial. Os inúmeros quilombos mapeados por todo o Brasil, mostram que a convivência entre senhores e escravos não foi tão cordial assim. Mas mantemos o mito de que vivemos uma democracia racial como sinônimo de brasilidade”  http://www.koinonia.org.br/tp_detalhes.asp?cod=336#

Os Deserdados do Destino: Construção da Identidade Criminosa Negra no Brasil. 

 http://www.falapreta.org.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=41&sid=6

 

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Adelina Braglia às 08:57

O avesso do espelho.

Sexta-feira, 25.11.05

Se o avesso do espelho

me desse a marcha-a-ré do tempo

e lá eu voltasse nele,

mesmo que fosse a nado,

contaria mais estrelas no curso do planetário,

não teria eu vindo tão longe

pra ficar sem abraçar os amigos.

Mudaria minha quase alegria

de trabalhar no que faço

e teria cantado em boates!

Seria uma quase-Maysa,

- sem aqueles olhos lindos -

mas fumaria e beberia

minha tristeza infinda

e minha alegria contida.

Se o avesso do espelho

me desse o retrocesso do tempo,

eu seria nadadora!

Seria esse meu esporte

ao invés de ler poemas!

Naufragaria então

nessas praias com pedrais,

que a gente vê no cinema.

Se o espelho me desse

o retrocesso do tempo

seria mais eu menos ela,

essa personagem que tenho

colada na minha pele.

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Adelina Braglia às 17:05


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