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Santo Ambrósio, livrai-me da insônia.

Sábado, 05.01.08
Numa noite onde o sono me abandonou antes das duas horas da madrugada, ocupei meu tempo com as inutilidades que fazem com que eu me sinta pertencendo a um tempo do qual cada vez mais me canso. Limpei novamente o arquivo de fotos: quantas fotos inúteis que, com o passar dos meses, não dizem absolutamente nada à alma ou à razão!
 
Depois, li os noticiários, ainda não renovados desde a noite de ontem. Fui passear nos blogs. Dei preferência aos blogs dos amigos e das companheiras de viagem.
 
No blog da Samartaime tropecei num link nos comentários. Fui parar aqui e a chamada sobre a desnecessidade a que nos habituamos e à qual acabamos servindo, quando consumimos mais do que precisamos e das formas mais suicidas possíveis, lembrou a campanha que o Instituto Akatu faz há tempos sobre o consumo consciente e que eu jamais segui.
 
Pela coincidência das missões quixotescas – convencer os imbecis que o caminho não é por aqui – fui aos Repórteres sem fronteiras,  li a nota no Koinonia sobre a pressão sobre os movimentos sociais, reli três poemas de Adélia Prado, entre eles o que eu acho que é meu preferido, Grande desejo
 
 “... quando escrever um livro com o meu nome,
e o nome que eu vou por nele
vou com ele a uma igreja, a uma lápide,
a um descampado,
para chorar, chorar e chorar,
requintada e esquisita como uma dama.”
 
 
E depois verifico que a RITLA nos informa que entre as nossas profundas desigualdades, acumulamos agora, modernamente, a desigualdade digital!
 
Escrevo  às 6 da manhã este sumário do meu itinerário na madrugada, talvez para tentar encontrar um elo entre isso e o meu itinerário na vida: a persistência no supérfluo, a ilusão do saber, a agonia da minha inutilidade, o desafogar desta ansiedade na poesia que escreveram para que eu pudesse usar quando necessária.
 
Só uma coisa me deu a certeza de que a minha sanidade ainda não está comprometida: fiz tudo isso ouvindo baixinho as músicas que me fazem bem.
 
 
 

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Adelina Braglia às 06:52


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