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Victor Jara.

Segunda-feira, 12.06.06
Victor Jara, Mercedes Sosa e o grupo Quilapayun formaram um belíssimo pano de fundo para os meus sonhos e pesadelos da juventude. Por isso, roubei ao Ademar a foto e todo o texto que se segue, para comemorar com ele a justiça, mesmo que tardia.


NUNCA ES TARDE...

Victor_Jara.jpg


Tinha uma voz dulcíssima, que ainda hoje canta para mim (estou, neste momento, a ouvi-lo). Afirmo bien la esperanza / cuando pienso en la otra estrella / nunca es tarde me dice ella / la paloma volará...
Victor Jara foi torturado e assassinado, em 1973, no Estádio de Santiago do Chile, transformado num imenso campo de concentração pelas hordas de Pinochet: primeiro, cortaram-lhe as mãos (por, mesmo detido, não desistir de continuar a tocar a sua guitarra); depois, alvejaram-no com 44 tiros, 44. O torturador e assassino foi um tal Edwin Minter Bianchi, também conhecido por «príncipe», que, na altura dos acontecimentos, era tenente do exército.
Edwin Bianchi viveu, discretamente, na impunidade, até há poucos dias, protegido pelos militares e pelos políticos que, em 1973, fizeram dele carrasco e lhe colocaram uma arma nas mãos. Foi, entretanto, descoberto e denunciado: é hoje um funcionário superior e distinto do Ministério do Trabalho. Nunca mais terá sossego.
A voz de Victor Jara soa-me hoje ainda mais doce...
(http://abnoxio3.blogs.sapo.pt/)


Abraço, Ademar.

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Adelina Braglia às 21:54


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