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Uma "palhinha".

Segunda-feira, 11.06.07

 

 

Hélio Santos

Foto: Afropress

 

 

 
O jornal O Estado de São Paulo promoveu um debate entre o professor Hélio Santos, destacado militante do movimento negro e Demétrio Magnoli, geógrafo e atual porta-voz dos que combatem políticas de ações afirmativas para negros, especialmente a política de cotas nas universidades.
O debate está postado no site da Afropress - aí ao lado e no link abaixo - mas este trecho merece destaque, quando Hélio Santos rebate o argumento de Magnoli sobre as políticas de discriminação positiva para os negros provocarem a divisão do povo brasileiro!
 
 
" Você e seus parceiros falam no perigo das divisões. Mas, na minha opinião, mais perigosas do isso são as exclusões. Há pouco tempo um empresário do sul, bem branco, contou que teve que afastar uma de suas funcionárias, responsável pelo recrutamente de meninas que trabalhavam como digitadoras. Ele fez isso depois de constatar que tinha 30 funcionárias e nenhuma era negra. Ou seja: as cotas de 100% para os brancos estão aí desde sempre e ninguém contesta.
O Brasil, portanto, já está bem dividido. As políticas de ação afirmativa buscam recuperar prejuízos históricos, que podem ser calculados em real ou dólar. Todos os estudos, não importa qual seja o instituto de pesquisa, identificam muito bem os pretos e os pardos situados em posições muito abaixo da população branca; todos mostram que negros trabalhando na mesma região e com a mesma escolaridade percebem menos que os brancos.
Quanto ao fato de os negros terem sido escravizados com a ajuda de outros negros, insisto: é irrelevante. Na história, todos os povos escravizaram a si próprios.
O problema real é outro. Enquanto o negro era objeto de pesquisas, para os acadêmicos estava ótimo. Deixou de ser assim quando disse: também quero estar nessa universidade, construí este país por 354 anos e quero minha parte, quero mostrar que tenho talento não só no futebol.
Nossos jogadores de futebol são elogiados no mundo inteiro. Por quê? Porque é a única área dessa sociedade onde não há discriminação. Ali, o branco que tiver talento vai em frente. E o negro, também. E ninguém aqui há de confundir futebol com algo que não requer inteligência. Para jogar tem que ter criatividade, senso de antecipação, velocidade de raciocínio... Quem joga bola pode pilotar Boeing, ser chefe de redação."
 
 
 
 
 

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Adelina Braglia às 09:22


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