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Como o sol e a chuva....

Domingo, 27.05.07

 

“Além dos milhões de reais desviados dos cofres públicos e consumidos em propinas todos os anos, a corrupção custa ao Brasil cerca de R$ 1,5 bilhão por ano em perdas indiretas. Esse é o total de recursos que deixam de ser gerados por causa dos efeitos da corrupção sobre os investimentos, os gastos do governo, a inflação, a educação e a credibilidade do País, segundo cálculos do especialista Axel Dreher, professor do centro de pesquisas de conjuntura do Instituto Econômico Suíço. Com esse dinheiro, o governo federal poderia tapar os buracos de 4 mil quilômetros de estradas(...)”
 
 
 
 
“A falta de transparência em relação aos gastos públicos no Brasil é um dos principais causadores da proliferação de “mensaleiros”, “sanguessugas” e “navalheiros” pelo país. O esquema comandado pela empresa Gautama, desvendado na última semana pela Polícia Federal, deixou clara a fragilidade do sistema público de contratação de serviços, alvo principal da quadrilha. Nos municípios o problema acaba sendo ainda maior. Pesquisa demonstra que metade dos pareceres prévios emitidos pelos tribunais de contas indicando rejeição às prestações de contas municipais sobre aplicação de recursos públicos resulta da falta de transparência sobre processos administrativos de compras e licitações(...)”
 
 
 
Sabemos os danos da corrupção,
e quantas mulheres morrem tendo como causa
a gravidez interrompida em fundos de quintais.
 
Sabemos os ralos por onde se esvaem
a honra, a dignidade e a cada vez mais distante
possibilidade disto ser uma nação.
 
Sabemos ainda a diferença entre a renda média
dos 10% mais pobres e os 10% mais ricos,
algo assim como o montinho de areia do meu jarro e o Himalaia.
 
Informam-nos o índice de mortalidade infantil,
e que a maior causa da perda de vida da população jovem brasileira no último ano
foi por morte violenta e suas variações.
 
Sabemos que, historicamente, os negros são tratados
como cidadãos de segunda classe
e que acumulam toda sorte de indicadores negativos:
os maiores índices de analfabetismo, os menores salários e os piores postos de trabalho.
 
 Este “saber” faz, às vezes, parecer, que a fome, o desemprego, a injustiça, os maus tratos, são decorrentes da natureza de um país tropical.
E que não doem.
 

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Adelina Braglia às 17:08

2 comentários

De Cris a 28.05.2007 às 13:41

Oi Bia...
Obrigada pela visita no meu casulo novo.
Aquela postagem vai ser reeditada.
Será bem melhor....pode ter certeza.
Um beijo.

De Cris a 29.05.2007 às 20:56

Oi amiga. O Chimarrão está lá. O Simão já marcou presença.
Essa "fragilidade" já extrapolou o limite, você não acha?
Bjs.

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