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Tolerância 0,5.

Quarta-feira, 25.04.07

 

 

 

O número de jovens assassinados subiu 64% em dez anos - de 11,3 mil em 1994 para 18,6 mil em 2004.

Eles representam 28% da população e 38% das vítimas. A informação é do Jornal Nacional.”

 

http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1475659-EI306,00.html

 

 

Os resultados do Censo escolar indicam que cada vez menos jovens freqüentam as escolas,  a PNAD mostra que as oportunidades de ingresso para quem  busca do primeiro emprego são reduzidas.

 

E as estatísticas locais mostram que 70% dos clientes do sistema penitenciário no Pará são jovens de 18 a 24 anos.

 

E o MEC divulga estudos comprovando que os alunos de escola que têm computadores e os de escolas onde não há informatização, não apresentam diferenças de aprendizado.

 

E eu vejo nos ônibus os jovens entrarem com suas caixas de chicletes, balas, bombons, com uma névoa de desesperança – e às vezes de raiva – no olhar.

 

E, nas páginas policiais, as “quadrilhas” são compostas por meninos da idade do meu filho mais novo.

 

E, na Praça da República, no domingo, enquanto eu andava de mãos dadas com a minha neta, uma criança que mal andava corria da sua mãe,  um pouquinho menos criança do que ela, em farrapos, as duas, mas com um riso incrível no rosto, brincando de pega-pega.

 

E o Presidente da República lança mais um Programa Impacto, o PDE – Plano de Desenvolvimento da Educação. E, no fundo, nos culpa a todos pelo péssimo estado das nossas escolas e do ensino brasileiro. Solenemente diz que o rendimento escolar da criança e as condições de ensino da escola deveriam ser acompanhados pelos pais com mais rigor.

 

“Além de orientar as crianças em casa, é preciso que os pais freqüentem e ajudem a escola, acompanhem o resultado de seus filhos e, também, cobrem da escola o aprendizado de suas crianças”.

 

E eu fico com uma enorme vontade de mandar o presidente descer das tamancas e perder esse olhar de Messias quando verborragicamente parece ter esquecido o que viveu,  tal qual FHC que esqueceu o que escreveu.

 

Um ensino de boa qualidade e uma escola pública de excelência, Excelência, são obrigação e dever do estado, independente dos pais poderem ou não acompanhar o desempenho dos filhos. O pai que sai de casa às 5 da manhã e retorna às 10 da noite, ou porque trabalha a quilômetros de casa ou porque está desesperadamente procurando trabalhar nem que seja a quilômetros de casa, não pode ser responsabilizado por um país onde seu filho, com muita sorte - se não engrossar as estatísticas dos óbitos por morte violenta – vai subir amanhã no mesmo ônibus que eu e olhar com desencanto as águas da baía de Guajará pela janela.

 

Me poupe, Presidente, mesmo com esta próclise gramaticalmente incorreta.

 

 

 

 

 

 

 

 

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Adelina Braglia às 10:45

2 comentários

De junior a 25.04.2007 às 16:24

Oi Bia, é a minha primeira vez comentando por aqui, gostei bastante do seu blog.
Bom, eu moro em frente a uma universidade caça níqueis, num bairro de classe média de sampa, conheço bem o nível dos universitários médios de sampa.
No inicio do seu post, você fala sobre o numero cada vez menor de jovens interessados em estudar, isso está assim com eles achando de ensino superior pé bom pra eles, imagina como vai ficar quando eles descobrirem que as universidades em sua grande maioria não fazem outra coisa a não ser despejar semestralmente milhares de analfabetos funcionais no "mercado de trabalho" em troca dos seus míseros 300tão por mês.
Se você ler algumas das coisas que escrevi, verás que sou um fervoroso crítico no brasileiro, ele gosta do que recebe, ele se sente bem com o presidente que tem, ele é passivo e feliz desde que receba semanalmente a sua dose de futebol e o seu churrasco de miolo de acém na lage ouvindo zeca pagodinho no som comprado pelo dobro do preço nas casas bahia e tomando cintra quente. rssss
Nossa, para primeiro comentário acho que acabei falando demais né?
Um beijo

De Adelina Braglia a 25.04.2007 às 20:26

Um abraço, Junior e seja bem vindo.

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