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A surdez republicana, ou Fala, Francelino, 2!

Quarta-feira, 28.03.07

 

Está desde o dia 23 no Blog do Mino Carta. E estava antes na Carta Capital. E logo a seguir, entrou no Blog do Paulo Henrique Amorim.
 E até o momento, nenhum desmentido, nenhuma resposta.

 

 
" 23/03/2007 18:25

O nosso BC

Falar de república não é do apreço da elite nativa. A palavra republicano causa-lhe engulhos, a ela e aos seus escribas. Nesta edição, CartaCapital esclarece que os senhores “não gostam de ser ensinados que a vida republicana supõe a interdependência dos poderes, a precedência do interesse coletivo sobre as conveniências individuais, a impessoalidade da gestão da coisa publica, a publicidade dos atos praticados pela administração e a obediência da burocracia à lei e às decisões judiciais”. Tratam com desprezo os princípios republicanos, os donos do poder. Por exemplo, o senhor Henrique Meirelles, presidente do Banco Central, e sua equipe de astrônomos. Revela Márcia Pinheiro na CartaCapital, já nas bancas de São Paulo, que entre quinta 15 de março e sexta 16 dois diretores do BC encontraram-se sigilosamente com executivos de instituições financeiras para discutir assuntos que lhes dizem respeito e, salvo melhor juízo, a nós todos. Os astrônomos em questão são o diretor da Política Econômica e Estudos Especiais do BC, Mario Mesquita, e o diretor da Política Monetária, Rodrigo Azevedo. Meirelles também compareceu, mas não falou. Houve três reuniões em São Paulo e um ano Rio de Janeiro, “nas sedes regionais do banco, prédios públicos”, anota conscienciosamente Márcia Pinheiro. A qual encontra no episodio a enésima prova de como no Brasil publico e privado confundem-se indissoluvelmente. Não é o que acontece nos paises onde os princípios republicanos vigoram e onde o Banco Central é entidade institucional, destinada a servir o Estado e a Nação, e não este ou aquele governo. Nada disso por aqui. E ainda nos damos ares de país democrático. Porta-voz do Fed, o BC dos Estados Unidos, consultado em Nova York por CartaCapital sobre a possibilidade de encontros secretos entre gente do banco e gente do mercado no gênero daqueles ocorridos no fim da semana passada no Rio e em São Paulo, não escondeu seu espanto. Como de hábito, pergunto aos meus botões: será que o presidente Lula e o ministro Mantega vão ficar espantados? Será que a mídia nativa, com as habituais, raríssimas exceções (em primeiro lugar Paulo Henrique Amorim e sua Conversa Afiada) vão repercutir as revelações de Marcia Pinheiro?"
 
26/03/2007 16:00h  
MÍDIA FINGE QUE NÃO VÊ ESCÂNDALO DO BC
Já que estamos em pleno "caos aéreo" e o barulho dos motores dos aviões não ensurdece a mídia conservadora, bem que ela podia ouvir "o clamor das ruas": o escândalo provocado pela reunião secreta do presidente do Banco Central e dois de seus ilustres diretores com 80 (*) economistas de instituições financeiras para "entregar o ouro" sobre as premissas da política monetária (e cambial) do país.
Não há uma única, mísera linha na mídia conservadora sobre a reportagem da Carta Capital que foi para as bancas na sexta-feira.
Nada. Como diria Eça de Querioz, falam mais do "Bei de Tunis" do que sobre o escândalo. Como diz o Mino Carta, é "um silêncio ensurdecedor".  
(Clique aqui para ir ao Blog do MINO).
 (*) Será que nenhuma instituição financeira que não tenha sido convidada para a reunião secreta vai entrar na Justiça e exigir equidade? Secreta, então, também quero!!!
 Penso seriamente em fazer isso. A PHA Comunicação e Serviços é uma instituição financeira sólida, lucrativa, que paga todos os seus impostos, e tem entre seus múltiplos produtos oferecer aos internautas do iG análises financeiras profundas e bem-humoradas. Vou consultar meu advogado – ilustre – sobre a possibilidade de entrar com essa ação contra os "cientistas", ou "astrônomos", como diz o Mino, do Banco Central.  
Vamos supor uma situação diferente. Digamos que a revista (?) Veja tivesse publicado reportagem sobre uma reunião secreta do Ministro do Trabalho com 80 lideres sindicais sobre o índice que o Presidente Lula já tinha escolhido para reajustar o salário mínimo e qual a estratégia política que os sindicatos deveriam adotar para apoiar a decisão do Presidente da República. Imaginem! Quantas CPIs o Estadão, a Folha, o Globo, o Jornal Nacional, os deputados Jose Carlos Aleluia, ACM Neto, e os Senadores Heráclito Fortes e Artur Virgilio já teriam pedido? Qual seria o titulo do próximo artigo do Farol de Alexandria? "A volta da República Sindicalista!" E a Miriam Leitão no Bom Dia Brasil: "Jango não faria pior!!! Basta!!! Isso é uma ameaça à biomassa amazônica!!! Ta vendo no que dá o etanol? Dá nessas coisas!!!"

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Adelina Braglia às 05:10


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