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Mulheres.

Quarta-feira, 07.03.07

 

 

Um terço das mulheres brasileiras vive sozinha. Essa foi a matéria principal de hoje na Rede Globo, antecipando o Dia Internacional da Mulher, comemorado amanhã.
 
É importante esse dado, principalmente como mudança de padrão de comportamento, se relembrarmos que há pouco tempo as mulheres só saiam de casa quando mudavam de dono: eram “dadas” do pai para o marido.
 
Há outras informações circulando hoje. Segundo a Fundação SEADE, na Região Metropolitana de São Paulo:
 
·         As mulheres são maioria entre os desempregados
·         O segmento de mulheres que ampliou sua participação no mercado de trabalho é o que tem menos de 11 anos de estudo, o que valida a participação maior no mercado das mulheres com idade entre 18 e 39 e as de mais de 50 anos
·         As mulheres ainda ganham 70% do rendimento médio dos homens
·         69.2% das mulheres que trabalham estão ocupadas no setor Serviços, onde se inclui o serviço doméstico (17,3%) e o setor público, os maiores empregadores da mão-de-obra feminina.
 
 
Alcalentamos os filhos, consolamos a mãe e o pai, abraçamos nossos amores, perdoamos com alguma dificuldade, porque é assim que somos, os humanos. Os homens, no geral,  disfarçam. Choramos como quem aprendeu que não é vergonhoso chorar, abrimos os sentimentos – a raiva, o ciúme, a dor, a alegria – como janelas para fora do corpo e da alma.
 
Eu nos considero perfeitas na nossa incompletude. E nos acarinho, recorrendo a Adélia Prado:

 

Adélia Prado - foto http://virtualbooks.terra.com.br

 

Quando nasci um anjo esbelto,
desses que tocam trombeta, anunciou:
vai carregar bandeira.
Cargo muito pesado pra mulher,
esta espécie ainda envergonhada.
Aceito os subterfúgios que me cabem,
sem precisar mentir.
Não sou tão feia que não possa casar,
acho o Rio de Janeiro uma beleza e
ora sim, ora não, creio em parto sem dor.
Mas o que sinto escrevo. Cumpro a sina.
Inauguro linhagens, fundo reinos
-- dor não é amargura.
Minha tristeza não tem pedigree,
já a minha vontade de alegria,
sua raiz vai ao meu mil avô.
Vai ser coxo na vida é maldição pra homem.
Mulher é desdobrável. Eu sou.


(Com licença poética)

 

 

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Adelina Braglia às 11:59


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  • Anónimo

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