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Atualizada marginália.

Domingo, 04.02.07

 

São os visionários, os trangressores, os que não aceitam a camisa-de-fôrça do tempo presente - isso vale pro Torquato e não para o Gil - que escrevem, pintam, cantam, desenham, representam e fazem, no seu tempo,  o que é definitivo.

 

Eu, brasileiro, confesso minha culpa, meu pecado 
meu sonho desesperado meu bem guardado segredo 
minha aflição

Eu, brasileiro, confesso minha culpa, meu degredo 
pão seco de cada dia, tropical melancolia 
negra solidão

Aqui é o fim do mundo 
Aqui é o fim do mundo 
Aqui é o fim do mundo

Aqui, o Terceiro Mundo pede a bênção e vai dormir 
entre cascatas, palmeiras, araçás e bananeiras 
ao canto da juriti

Aqui, meu pânico e glória, aqui, meu laço e cadeia. 
Conheço bem minha história, começa na lua cheia 
e termina antes do fim

Aqui é o fim do mundo 
Aqui é o fim do mundo 
Aqui é o fim do mundo

Minha terra tem palmeiras, onde sopra o vento forte 
da fome, do medo e muito principalmente da morte 
Olelê, lalá

A bomba explode lá fora, e agora, o que vou temer? 
Oh, yes, nós temos banana até pra dar e vender 
Olelê, lalá

Aqui é o fim do mundo 
Aqui é o fim do mundo 
Aqui é o fim do mundo
(Marginalia II (1968) - Gilberto Gil e Torquato Neto)

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Adelina Braglia às 11:56

1 comentário

De sotavento a 05.02.2007 às 21:06

Beijo, miúda!... :)

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