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Sobre arquivos inúteis e santos idem.

Sexta-feira, 01.12.06

 

Hoje eu “indormi”, pois amanheci junto com o dia, acordada que estou desde as 2 horas da manhã, depois de tomar o chá e o comprimido – pra garantir - e me deitar cedo acreditando, animadamente, que teria uma ótima noite de sono.
 
Como estou na fase de ser zen, não cortei os pulsos de raiva e diligentemente aproveitei o tempo “extra” para arrumar o micro, já que no momento não precisava arrumar gavetas para distrair, que elas andam arrumadas. As de roupas, não as da cabeça.
 
Comecei pelo arquivo de músicas. Foi agradável. Ouvi algumas que não ouvia há tempos e exclui as que não me interessam e que nem lembrava porque as havia incluído. Um monte delas.
 
Deletei textos que não vou terminar nunca, alojados numa sub-pasta apropriadamente chamada “Para revisão”. Chamava-se, porque eu joguei foi a pasta inteira na lixeira. Junto com textos de trabalho, lá se foram sensações, emoções e sentimentos inacabados. Caramba! Isso teria dado um rótulo interessante para a pasta que foi pro lixo!
 
Limpei o correio eletrônico. Sabe aqueles clips de notícias, que você assina – gratuitamente, á claro - e recebe 10 ou 12 por dia, cada um contendo de 20 a 30 informes, porque você presume – sabe-se lá! - ser importante você recapitular quando foi que o governo Lula fixou em 5% a estimativa de crescimento do PIB em 2007 - durante a campanha eleitoral – e quando ele fez uma ligeira revisão - após a eleição - e agora prevê 3,5%
 
Aí, uma madrugada “indormida” leva você a assumir – só entre você e o teclado – que esse tipo de informação não serve pra p.... nenhuma na sua vida e que se ela fica guardada ali porque você é que se considera analista dos atos divinos e questões correlatas? E que esse é o único motivo que faz você guardar uma notícia destas no arquivo do seu computador - porque não seria a mesma coisa ir buscar lá no Google ou no site do IPEA - caso Deus lhe acionasse para uma mesa redonda sobre a economia brasileira e suas perspectivas? Conclusão? Lixeira.
 
Fotos. Também entraram na limpeza. Sabe aquela imagem que você achou genial capturar? O carro de boi ou aquela boiada disputando espaço no asfalto com o caminhão imenso carregado de carvão? E que quando você olha para ela depois de 8 ou 10 meses que a fez, pensa: que droga de fotografia é essa? Acertou: lixeira.
 
Assim fui eu, madrugada adentro, e lá pelas 5 horas, antes de descer e fazer um café, recorri sim ao Google,  já que a essa hora eu estava era triste, para descobrir que Santo Ambrósio de Milão – sim, porque há outros Ambrósios, inclusive o meu Santo Ambrósio particular – tem uma frase célebre e nada original:
 
Ninguém cura a si próprio ferindo outro
 
 
Não. Não salvei a frase em arquivo algum. Ela ficou só aqui mesmo.
 
 
Não, não sei a capacidade da minha cabeça em gigabytes. Sei que no momento suporto apenas arquivos com menos de 2.000 kb.
 

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Adelina Braglia às 09:28


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