"... se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?..." (Garcia Lorca)
Por Adelina Braglia | Sábado, 14 Novembro , 2009, 18:10

... Dia Nacional da Consciência Negra!

 

Como anda a consciência branca?

 

 

 

No Distrito Federal:“a taxa de homicídios do grupo de jovens entre 18 a 24 anos é de 257,3 homicídios por 100 mil habitantes, quase 10 vezes a taxa geral brasileira e três vezes a dos brancos com mesma idade, sexo e escolaridade - 79,3” (IPEA, 2006)
 
 
“60% dos jovens da periferia sem antecedentes criminais já sofreram violência policial. A cada 4 pessoas mortas pela polícia, 3 são negras. Nas universidades brasileiras apenas 2% dos alunos são negros. A cada 4 horas um jovem negro morre violentamente em São Paulo. Aqui quem fala é primo preto, mais um sobrevivente.” (Racionais MC)

 


Por Adelina Braglia | Terça-feira, 03 Novembro , 2009, 06:43

 

Quem sabe foi algum sonho do qual não lembro ou mera ressaca do Dia de Finados, mas acordei com saudades da mãe.

 

 
 
 
Há muito tempo, sim, que não te escrevo.
Ficaram velhas todas as notícias.
Eu mesmo envelheci: Olha, em relevo,
estes sinais em mim, não das carícias

(tão leves) que fazias no meu rosto:
são golpes, são espinhos, são lembranças
da vida a teu menino, que ao sol-posto
perde a sabedoria das crianças.

A falta que me fazes não é tanto
à hora de dormir, quando dizias
“Deus te abençoe”, e a noite abria em sonho.

É quando, ao despertar, revejo a um canto
a noite acumulada de meus dias,
e sinto que estou vivo, e que não sonho.
 
(Carlos Drummond de Andrade)

Por Adelina Braglia | Segunda-feira, 02 Novembro , 2009, 22:11

 

 

 

 


Por Adelina Braglia | Segunda-feira, 02 Novembro , 2009, 14:23

 

 

 

Xeretando meu arquivo de fotos no sapo, descubro que a foto abaixo recebeu...1.058 visitas!


Caramba! Parece que o que é trivial pra gente, não o é para os demais...rsrsrs...

 

 

 

 


Por Adelina Braglia | Segunda-feira, 02 Novembro , 2009, 14:12

 

Adequando a charge antiga do Millôr à atualidade das decisões sobre o Código Florestal...

 

 

 

 

 

 

 


Por Adelina Braglia | Segunda-feira, 02 Novembro , 2009, 10:32

 

Quando o cacique Almir Surui acessou o Google Earth pela primeira vez, em um cibercafé, fez aquilo que quase todos fazemos: procurou sua própria casa. No caso, a reserva indígena 7 de Setembro, que ocupa cerca de 250 mil hectares entre os Estados de Rondônia e Mato Grosso; é lá onde vive a tribo que lidera, os Pater Surui. Espantou-se, de cara, com o que via na tela. Onde foram parar todas as árvores?


Apesar de já há anos lutar contra as madeireiras ilegais da região, a visão de cima o chocou. Só via a mancha marrom do desmatamento, que, no ano passado, comeu da Amazônia o equivalente à metade do território do Estado de Sergipe.

Com o susto, porém, veio a ideia. “Senti que estava em um mundo novo, que podia transmitir a consciência do meu povo para todos. Aquela tecnologia, que leva você de um canto para outro sem sair do lugar, reduzia dias de caminhada a apenas alguns segundos. Era algo diferente. Fazia sonhar e planejar ações”, conta o cacique, fascinado, em entrevista ao Link.


E Almir sonhou alto, mesmo. Depois de se articular com a ONG Equipe de Conservação da Amazônia (ACT), decidiu que iria para São Francisco, nos Estados Unidos, e procuraria o Google. Queria mostrar ao mundo, por meio da web, o descaso do poder público com a preservação das terras indígenas e da Amazônia. E não é que a empresa comprou o projeto?

 

 

(Matéria e sugestão de vídeo do Estadão)

 

 

 

 


Por Adelina Braglia | Segunda-feira, 02 Novembro , 2009, 09:27

 

Quando eu era criança o Dia de Finados era uma festa. Até os 9 ou 10 anos de idade, eu não percebia a tristeza do dia dos mortos.
 
Eu morava numa casa onde a rua, em ladeira, terminava no muro do cemitério São Paulo. Da janela do quarto da minha mãe eu avistava o cemitério todo florido, numa visão infantil muito semelhante à dos campos floridos do Mágico de Oz!
 
A casa da madrinha, em frente a minha, enchia-se de gente ao longo do dia. Ela, como boa matriarca, era a depositária do afeto e respeito da sua irmandade que visitava o túmulo da mãe no dia dos finados e depois, inevitavelmente, todos passavam pela sua casa, para tomar café, conversar. Uma irmã ou irmão esperava pelo outro e rapidamente a casa enchia, inclusive com as crianças que acompanhavam os pais na visita ao túmulo da avó.
 
Pronto! Para mim, a festa era completa. Flores à vista da janela, tias e tios e primos enchendo a casa da madrinha. Café, bolo, muita conversa e jamais percebi na infância que as pessoas e as conversas  tinham um tom de saudades ou de tristeza.
 
A real percepção da tristeza e da saudade veio muitos anos depois, com a morte do meu pai, ainda que eu tivesse descoberto mais cedo que a data não era festiva..rsrsrs...  No primeiro dia de finados após a morte dele, fui ao cemitério. Nada parecia fazer sentido. E não fazia mesmo. Ali, sob aquela pequena imitação de capela, nada havia que lembrasse meu pai, salvo uma foto amarelecida pelo sol emoldurada em louça. Nunca mais fui ao cemitério em dia de finados, nem quando a mãe morreu poucos anos depois.
 
Hoje, ao acordar, lembrei disto tudo. E após tantas perdas acumuladas ao longo da vida, prefiro ainda  lembrar o Dia de Finados da minha infância. Acho que meus mortos também.

 

 

 

 


Por Adelina Braglia | Sábado, 31 Outubro , 2009, 09:00

 

 ... e botar água no feijão, que eu tô voltando....rsrsrs....

 

 


Por Adelina Braglia | Sexta-feira, 30 Outubro , 2009, 10:35

 

... mas, você pode, desde já, ativar sua consciência branca...

 

 

"no universo das paixões humanas,

os preconceitos têm muito mais raízes que os princípios"

 

 

 

(Niccolò di Bernardo dei Machiavelli)

Por Adelina Braglia | Sexta-feira, 30 Outubro , 2009, 01:32

 

Sempre que recebo um e-mail que detrata o Presidente Lula, não o repasso. Excluo os vídeos que o ridicularizam  pelos erros de concordância ou outra questão que nada diz sobre quem ele é ou o que representa..

 

Hoje recebi um e-mail onde não havia isto, mas ainda não o repassei, nem deletei. Está aqui, arquivado, aguardando um tempo de compreender.

 

Chamo de tempo de compreender o meu tempo interno, muito lento, às vezes, para dirimir  minhas dúvidas. Neste caso, a dúvida entre a crítica objetiva e  o peso da minha frustração com este governo.

 

O vídeo mostra um furibundo procunciamento de Lula presidente - creio até que é de 2009 -  e uma fala de Lula em 2002, como presidente do PT.

 

No primeiro pronunciamento, Lula Presidente chama de imbecis e ignorantes os que criticam o Bolsa Família.  No segundo afirma que  "...lamentavelmente no Brasil o voto não é ideológico...a população é conduzida a pensar pelo estomago...é por isso que se distribui tanta cesta básica, tanto tiket de leite... você despolitiza o processo eleitoral...você trata os pobres como Cabral tratou os índios no Brasil dando bijuterias..."

 

Na postura do Lula presidente do PT é visível que ele  lê  uma peça sociológica escrita por alguém que usa expressões como "politica de dominação que é secular no Brasil"  e percebo um falso comedimento. Na fala de Lula Presidente da República, um vibrante improviso,  há uma segurança de quem está muito à vontade.

 

Por enquanto, continuo achando que não há  diferenças estrutirais entre o governo Lula e o de FHC, seu antecessor. Este sugeriu que esquecessemos o que escrevera. Aquele, demonstra que é para esquecermos  o que disse.

 

 

 

 


Por Adelina Braglia | Quinta-feira, 22 Outubro , 2009, 18:56

Por Adelina Braglia | Quarta-feira, 21 Outubro , 2009, 06:16

 

 

 


Por Adelina Braglia | Quarta-feira, 21 Outubro , 2009, 05:38

 

 

Faltam 29 dias para comemorarmos o Dia Nacional da Consciência Negra.
 
Exercite a sua consciência branca:
 
 
“ ... declaração de princípios universalistas, feita por membros da elite de uma sociedade multi-étnica e multi-racial com uma história recente de escravismo e genocídio, parece uma reedição, no século XXI, do imobilismo subjacente à Constituição da República de 1891: zerou, num toque de mágica, as desigualdades causadas por séculos de exclusão e racismo, e jogou para um futuro incerto o dia em que negros e índios poderão ter acesso eqüitativo à educação, às riquezas, aos bens e aos serviços acumulados pelo Estado brasileiro. Essa postergação consciente não é convincente. Diante dos dados oficiais recentes do IBGE e do IPEA que expressam, sem nenhuma dúvida, a nossa dívida histórica com os negros e os índios, ou adotamos cotas e implementamos o Estatuto, ou seremos coniventes com a perpetuação da nossa desigualdade étnica e racial.
 
Acreditamos que a igualdade universal dentro da República não é um princípio vazio e sim uma meta a ser alcançada. As ações afirmativas, baseadas na discriminação positiva daqueles lesados por processos históricos, são a figura jurídica criada pelas Nações Unidas para alcançar essa meta.”
 
(Manifesto a favor das cotas raciais nas Universidades – 2006)
 
 
PS:   o Estatuto da Igualdade Racial foi aprovado em setembro passado na Cãmara Federal, dez anos após a sua apresentação, eliminando a referência aos direitos dos remanescentes de quilombos  e sem a exigência das cotas nas universidades públicas.  

Por Adelina Braglia | Terça-feira, 20 Outubro , 2009, 11:24

Alvo móvel

A disputa eleitoral já está na praça, e faz algum tempo. O assunto da hora são as diferenças dentro da oposição sobre o nome do candidato presidencial. É uma novela que se arrasta. A oposição leva no momento a desvantagem de não estar definida em torno de um candidato. Isso teoricamente facilita a vida dos governistas, que têm espaço para costurar a rede de alianças em torno de Dilma Rousseff.

Mas a oposição também retira uma vantagem do cenário. Em vez de apresentar um alvo fixo, exibe dois alvos móveis. Na hora em que o PSDB e o Democratas baterem o martelo, o raio laser do Planalto apontará diretamente para a testa do desafiante oficial.

Em palácio ainda há alguma dúvida sincera sobre quem vai enfrentar Dilma. E, como sempre, há a possibilidade de uma aproximação com quem for preterido do outro lado. Isso de algum modo dificulta os movimentos do situacionismo.

Os últimos dias têm registrado escaramuças verbais entre de um lado Lula e Dilma e de outro José Serra. É fichinha perto do que virá por aí quando houver a definição final da oposição. Qualquer que seja a definição.
 

 

(No Blog do Alon, aí ao lado)


Por Adelina Braglia | Terça-feira, 20 Outubro , 2009, 10:11

 

 

Você topa ativar a consciência branca?

 

 

"No campo do debate democrático e da implementação de ações destinadas à realização destas propostas ainda apresenta-se como uma grande ausência a não incorporação da dimensão racial e étnica como um dos fatores importantes para a democratização efetiva da sociedade brasileira. Enquanto vários outros grupos específicos foram capazes de fazer valer suas demandas e propostas no campo político e no debate orçamentário em particular, as organizações de defesa da população negra (preta e parda, segundo classificação oficial) e dos povos indígenas ainda apresentam-se bastante sub-representados neste debate.
 
Tal ausência explica-se por motivações de ordem histórica que reforçam a interpretação corrente sobre uma suposta harmonia entre os diferentes grupos étnicos e raciais em nosso país, aliada a uma recusa em se examinar profundamente as causas da extrema desvantagem social a que está sujeita a grande maioria da população negra existente no país."
 
Rosana Heringer - Socióloga, pesquisadora da Universidade Candido Mendes
 
 

 

 


Uma canção.
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