Travessia...de bubuia

 

Lúcio Flávio Pinto:Presente!

Deposite qualquer quantia na conta BB 22.108-2, Agência 3024-4, variação 1, em nome de Pedro Carlos de Faria Pinto.
Sexta-feira, 30 / 03 / 12

Falta pouco, quase nada, pro Brasil dar um passo à frente ...para o abismo.

 

O Superior Tribunal de Justiça absolveu um acusado de crime de estupro contra três meninas de 12 anos, considerando que por serem prostitutas não se enquadravam na condição de vulneráveis, ou seja, haviam perdido a condição da “inocência”.  

 

Segundo o site do STF, a posição da ministra relatora  Maria Thereza de Assis Moura, é que “... não se pode considerar crime o ato que não viola o bem jurídico tutelado – no caso, a liberdade sexual. Isso porque as menores a que se referia o processo julgado se prostituíam havia tempos quando do suposto crime”.

 

Textualmente, “A prova trazida aos autos demonstra, fartamente, que as vítimas, à época dos fatos, lamentavelmente, já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo. Embora imoral e reprovável a conduta praticada pelo réu, não restaram configurados os tipos penais pelos quais foi denunciado". O Tribunal decidiu que “ Presunção de violência contra menor de 14 anos em estupro é relativa”.

 

Decisão eticamente assustadora.

 

Socialmente criminosa.

 

Moralmente vergonhosa.

 

 

 

 

 

 

publicado por Adelina Braglia às 21:02
Sábado, 03 / 03 / 12

Arriba, Bruce Springsteen!

publicado por Adelina Braglia às 07:02
Sexta-feira, 02 / 03 / 12

Não vou me adaptar.

 

Para a meia dúzia de três ou quatro leitores, peço desculpas pelo longo siêncio, mas a vida tem se mostrado tão ficcional que escrever aqui deixou de ser prazeroso ou simples. Não tenho criatividade para superar a realidade, a partir destes poucos exemplos:

 

O Ministro da Pesca, guindado ao posto para contentar o PRB e os  evangélicos,  é sobrinho do “bispo” Edir Macedo,  da Igreja Universal do Reino de Deus, denunciado pelo Ministério Público Federal por importação fraudulenta de equipamentos e uso de documento público falso, respondendo a processo aberto na Justiça Federal. Sua “igreja” representa cerca de 8 milhões de seguidores. O governo nega que isso tenha tido algum peso nessa primorosa indicação.

 

No bairro de Mosqueiro, em Belém,  um adolescente foi torturado, espancado, esfaqueado e morto -  com todos estes requintes de brutalidade -por  marginais chefiados pelo que tinha ciúmes da amizade do jovem assassinado com a sua namorada.

 

Paulo Henrique Amorim, um ícone da imprensa “livre” faz acordo e se retrata por declaração ofensiva. No seu blog, PHA, como é conhecido e incensado, chamou Heraldo Pereira, apresentador do Jornal Nacional, da Globo, de "negro de alma branca" e afirmou que o jornalista não revelava nenhum "... atributo para fazer tanto sucesso, além de ser negro e de origem humilde". A "ofensa" foi resolvida via acordo judicial.  Creio que a correta e elegante menção de PHA à raça e não à cor,  substituindo o tradicional “preto” por “negro” deve ter feito a Justiça  e a imprensa "livre" sentirem-se contempladas, tornando-se desnecessária sequer a menção ao racismo da expressão que sempre foi emblemática da nossa "cordialidade" racial.

 

Aqui, o jornalista Lucio Flávio Pinto é inexoravelmente condenado a ser perenemente réu pela Justiça paraense. Decide, assim, preservar sua honradez e sanidades profissional e mental não recorrendo da 33ª sentença.

Quem quiser apoiar Lúcio e conhecer a  infâmia da sua condenação, pode fazê-lo aqui http://www.lucioflaviopinto.com.br/ . Qualquer contribuição financeira é bem vinda por ser  fundamental para o pagamento da condenação e pode ser feita através da conta poupança 22.108-2 da agência 3024-4, variação 1, do Banco do Brasil, em nome do irmão do jornalista, Pedro Carlos de Faria Pinto.

 

Meu apoio, Lúcio. E um forte e fraterno abraço.

 

Quando esta é a realidade, camaradas , o melhor é a gente silenciar. Mas não se adaptar!

 

 

 

publicado por Adelina Braglia às 18:40
Quinta-feira, 26 / 01 / 12

Começando 2012. Fim das férias!

publicado por Adelina Braglia às 14:33
Quinta-feira, 22 / 12 / 11

Encerrando 2011. Saúde e vida longa pra nós!

 

 

publicado por Adelina Braglia às 08:06
Quarta-feira, 21 / 12 / 11

Feliz Natal!

publicado por Adelina Braglia às 07:20
Terça-feira, 06 / 12 / 11

Quando o "senso de oportunidade" esbarra na dignidade.

Nota de Esclarecimento

 

No debate do último sábado (3 de dezembro), promovido pela Rede Record, o Deputado Estadual João Salame, representando a Frente SIM Carajás, manifestou opinião a respeito do estudo elaborado e divulgado pelo Instituto de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental do Estado do Pará (IDESP), desqualificando a história da instituição e dos seus integrantes em termos que não condizem com a missão e a tradição científica deste Instituto.

 

Ao afirmar que “o IDESP tinha até um estudo legal (sic), beleza (sic), mas depois a Presidente do IDESP entrou de cabeça na campanha do NÃO e soltaram (sic) outro estudo  às pressas pra fortalecer as teses do NÃO...”, o Deputado desconhece que  em maio de 2008 o IDESP divulgou na sua Revista de Estudos Paraenses uma coletânea de  artigos sobre a divisão geopolítica e as regiões de integração; que em maio deste ano foi divulgado o estudo Retrato da Divisão do Estado  e que  os resultados contidos no trabalho (di)Visões territoriais do estado do Pará) - alvo do seu ataque - são a complementação dos estudos anteriores.

 

Ao não rebater metodologicamente os resultados apresentados pelo IDESP, optando por colocar em dúvida o papel de coordenação institucional desta Presidência, o Deputado atingiu a honradez dos técnicos, consultores e colaboradores responsáveis pelos estudos, subordinando-os à sua ‘teoria conspiratória’ a partir da qual esta instituição – e seus servidores e colaboradores - estariam a serviço do fortalecimento de “teses”.

 

A missão do IDESP é  produzir, articular e disseminar conhecimento e informação para subsidiar o planejamento de políticas públicas e o desenvolvimento econômico, social e ambiental do Pará, com ética, transparência, excelência, valorização das pessoas, integração, articulação e disseminação da informação e do conhecimento.

 

Assim, a Presidência do IDESP, sem prejuízo de outras ações, manifesta-se em desagravo aos técnicos e colaboradores que produziram o estudo, afirmando que a utilização de metodologia científica para análise de dados foi o único critério que embasou o estudo publicado.

 

Maria Adelina Braglia - Presidente do IDESP

publicado por Adelina Braglia às 08:18
Quarta-feira, 30 / 11 / 11

Ainda a saudade.

 

 

publicado por Adelina Braglia às 07:17
Terça-feira, 29 / 11 / 11

O que fica além do tempo.

 

“... E de tudo fica um pouco.
Oh abre os vidros de loção
e abafa
o insuportável mau cheiro da memória...”

 

Resíduo – Carlos Drummond de Andrade.

 

 

O mau cheiro que é mau porque é saudade.

Pura, filtrada na melancolia desse porvir de vida.

 

Porque a casa da avó jamais retornará.

e aquele trem não parte mais da Estação da Luz,

e porque não existem mais as  latinhas de goiabada com as beiras batidas pelo avô,

para que não cortassem o dedo das crianças.

 

Vem na boca o gosto das mangas recém apanhadas

e, junto, a visão da  chave pendurada na cintura da avó como a guardar a porta do paraíso

 – nada mais era do que a chave da despensa com toucinhos pendurados

e potes de doces de mamão verde!

 

Fica a ternura dos momentos bem lembrados,

o pai retirando um a um os espinhos da macaubeira dos meus pés,

a madrinha fazendo chiar o pão na frigideira,

a Nena no tico-tico correndo pelo porão

e o cheiro inesquecível das camélias no pequeno jardim!

 

Não, eu não queria a infância de volta.

Se não por nada, pelo perigo de retroceder até pegar sarampo e morrer....rsrs..

Mas, cadê o sentimento de ter esperança,

aquele que eu não tenho mais?

 

Não, sua perda não é compensada pela racionalidade sexagenária.

Essa que afirma que tudo muda, porque é assim que deve ser.

Não importa o que eu faça ou não faça, tudo muda.

Quem sabe chamo de saudade a raiva da impotência?

Pode ser. Tem jeito de ser.

 

Mas  a saudades do imaginário  poder que eu acreditava ter

ao pensar que as camélias cheiravam só quando eu chegava,

Ah!  isso era puro contentamento.

 

A saudade, quase insuportável, não da infância, mas do tempo em que eu tinha esperanças, me abate.

Quase todos os dias. Por isso, às vezes, me encho de amor ao tirar seus óculos do rosto, quando você já dormiu.

Nisso revejo o gesto amoroso do meu avô ao bater as beiradas das latinhas

e a delicadeza das mãos do meu pai tirando espinhos.

 

E agradeço você existir dia-a-dia ao meu lado,

para que eu não esqueça a minha capacidade de sentir ternura.

 

 

 

 

 

publicado por Adelina Braglia às 08:35
Sexta-feira, 25 / 11 / 11

Dias assim...

Se hoje eu pudesse decretar o silêncio, nem os beija-flores escapariam.

E o meu decretado silêncio só seria quebrado por Tom Jobim.

É, há dias em que sou assim.

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Adelina Braglia às 13:16
"se a esperança se apaga e a Babel começa, que tocha iluminará os caminhos na Terra?" (Garcia Lorca)

Março 2012

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